Thursday, June 11, 2009

 

Sobre SP e outras coisas

Eu estou me sentindo completamente perdido. Totalmente desempolgado com o Sesc, totalmente. Hoje senti uma vontade enoooooooooorme de pedir demissão. Mas não quero ser precipitado. Realmente, eu ainda não sei que caminho seguir. Acho que o Mestrado, precisamente os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, me deixaram com a sensação de que eu só quero ficar em casa estudando. Não tem saco para trabalhar mais, especialmente um trabalho que é cheio de dificuldades, de burocracia, onde tudo concorre para você não desempenhar bem sua função. A sala onde nós trabalhamos está uma pocilga. Meus cartazes da mostra desse mês não ficaram prontos a tempo. O público não vem assistir às minhas sessões, apesar de todo meu esforço. Enfim, um saco. Tou ficando sem forças. Não vejo a hora de chegarem minhas férias de julho.

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Essa viagem para SP é ao mesmo tempo uma loucura e um escape. Estou totalmente sem dinheiro. Vou 'raspar' minha conta e viver até o dia 28 não sei como. Mas eu preciso viajar. Quando chega esse período pré-férias, eu fico num ritmo estranhíssimo. Me arrastando para trabalhar. Essa viagem para SP é uma forma de antecipar o descanso. Tem ainda o S.João, pronto, daqui que chegue 01 de julho, passa rapidinho. Queria encontrar um amor em SP. Juro que queria. Mas sei que não vai rolar. Nunca rola.
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"CHAT" tem sido minha alegria ultimamente. A casa cheia de gente. A gente conversando sobre teatro 3 noites por semana. A possibilidade de que o trabalho fique massa. Enfim, realmente, eu não tenho mais como fugir disso, o teatro é minha graaaaaaaaaaaaaaande paixão. Meu Deus, como eu queria só ter isso para fazer. Poder me dedicar integralmente à montagem de "CHAT". Daqui seguir para o Doutorado na BA. E voltar para o Recife e poder montar um espetáculo por ano, com tranquilidade, subvencionado, podendo pesquisar, aprofundar tudo ao máximo. COMO EU QUERIA!

Monday, June 01, 2009

 

STAR TREK




Acabei de assistir Star Trek. Uns dois dias para tirar Chris Pine da minha cabeça.

E um dia para tirar Zachari Quinto. Hollywood sabe me ganhar fácil, fácil.

Friday, May 29, 2009

 

Memórias da Cena PE

Ontem (28.05.09) foi o lançamento do 4o. Volume da Coleção Memórias da Cena Pernambucana. Engraçado como o tempo passa rápido. parece que foi ontem que nos reunimos na casa de Breno (quando ele ainda morava na entrada do Engenho do Meio) para discutir possíveis projetos editorias - Eu, Wellington e Nelson. Das várias idéias surgiu o Memórias. É claro que o projeto é muito anterior a nós e tem entre os pais muitos nomes. Mas a idéia de retomá-lo nasceu ali.

Eu estive envolvido da cabeça aos pés no Volume 01. E quando se lê, nos créditos da série, que o projeto Editoral é nosso, isso é muito mais do que se imagina. Fomos nós que fizemos as primeiras transcrições dos debates e definimos como tudo aquilo seria organizado. Fomos nós que passamos madrugadas em claro na casa de Leidson discutindo recortes, o que é história afinal, o que é memória, etc., etc. Fomos nós que demos o pontapé inicial ao trabalho de levantamento de dados, de cotejo das informações, de notação, etc. Fomos nós que discutimos acaloradamente quem seria a capa do Vol. 01. Fui eu que escrevi a apresentação daquele Volume, que me consumiu dias, esclarecendo detalhadamente o que era o projeto do ponto de vista metodológico e conceitual.

Acho engraçado até hoje as pessoas perguntarem se eu participei do primeiro volume. Sim e intensamente. Eu, Wellington, Leidson e sua mãe (que nos suportou em sua casa por quase um mês já na finalização do livro). Só que aí começaram a aparecer os problemas, que eu julgo importante apontar, até para prestar esse esclarecimento. Se é que alguém lê este blog.

Nós éramos subremunerados. Não porque houvesse má fé de ngm. Mas porque a lógica das leis de incentivo é essa. Leidson era o proponente do projeto e isso dava mais garantias a ele. Eu e Wellington éramos empregados. No segundo volume, nós receberíamos R$ 1,5 Mil por todo o trabalho. Não pude aceitar, era escandaloso, escabroso, vergonhoso. Eu só trabalharia por R$ 5 mil, no mínimo, o que inviabilizaria o projeto para a lei.

Depois, surgiram as incompatibilidades de gênio. Leidson tinha compromissos sérios com o projeto - por ser o proponente - prazos, prestações de conta, cálculos, pagamentos, notas. Era um inferno para ele. Eu e Wellington estávamos num outro pique de pesquisa. Começou a rolar um desencontro de ritmos. Leidson na poliposition - tendo que avançar, driblar, vencer, etc. E eu e Wellington lá atrás. É lógico que isso se devia também a nossos temperamentos. Leidson é persistente, obstinado, cric-cri, incansável. Tem um fôlego para pesquisa admirável. E uma rede de contatos, um poder de articulação espantoso. Em compensação, acho que sua inteligência é muito centrada no acúmulo de informações, no banco de dados, no arquivamento. A coisa do jornalista mesmo.

Eu e Wellington já temos beeeeeeeeeeeeem menos disposição para essa pesquisa do corpo-a-corpo, essa busca incansável pelo detalhe, pela minúcia, pelo mínimo. No entanto, a gente exercia uma função de complementaridade que era a de articular as idéias, trazer os conceitos, pensar a cena menos do ponto vista de quem fez, quando e onde; e mais do ponto de vista das correntes estéticas, das poéticas, dos processos criativos, das relações entre arte, cultura, política, sociedade, etc., etc.

Depois que marquei e não fui atendido por Leda Alves umas cinco vezes e que Carlos Reis disse que não me atenderia em casa, preferia conversar comigo pelo telefone (tudo pelo capítulo do TPN), eu vi que não tinha a menor vocação praquilo. Mesmo sendo jornalista. Meu temperamento não suporta isso. O de Leison suporta.

Havia ainda um conflito entre academia e não-academia. Eu acho Leidson muito impregnado por um discurso anti-acadêmico típico do meio teatral. Um medo do pensamento, da reflexão, da teoria, do aprofundamente, incompreensível. O sofrimento de Leidson para se organizar metodologicamente foi grande. Para aceitar que qualquer pesquisa, queira ela ou não, precisa de método para ser ciência e para se legitimar. Nisso está grande parte da minha contribuição e de Wellington para a série. E olha que eu acho que ainda tem várias lacunas. Os livros não trazerem uma bibliografia, por exemplo; não citarem todas as fontes pesquisadas; não registrarem as datas em que foram feitas as entrevistas complementares. Enfim, uma briga eterna minha e de Leison.

Eu até hoje sou revoltado com ele por haver se desfeito de vários livros, programas, recortes de jornal, etc. É claro que ele ainda tem muita coisa. Mas Leidson não consegue entender a importância do material que ele acumulou e que não está no livro. Era preciso criar um arquivo permanente disso para futuros pesquisadores de teatro. Ele não o fez. Espero que ainda haja tempo.

Logo, e por tudo isso que citei, é estranho ver o Memórias expropriado da gente. O "livro de Leidson", como se diz. É lógico que isso gerou conflitos e mágoas, pelo menos, no início. Mas hoje eu já resolvi isso na minha cabeça, coloquei minha vaidade no bolso, e entendi que a minha contribuição está ali. Independente dela aparecer ou não, eu sei que essa história foi contada um pouco por mim. E isso já me basta. Sair do projeto me fez muito bem - eu não sofro com essas decisões, viu, gente, sou super "terra" com isso. Consegui fazer meu mestrado. Virei funcionário do Sesc. Tantas coisas aconteceram nesse período.

Eu queria só deixar claro que Leidson é um guerreiro, independente de qualquer coisa que eu tenha dito e venha a ser mal compreendida. Ele merece todos os louros e confetes. Eu amo meu amigo. E a noite de ontem foi linda. Fiquei alcoolizado e terminamos às 4h da manhã bebendo na frente da minha casa. Como sempre foi nossa amizade e como sempre será em nossa memória.
RD

Tuesday, May 26, 2009

 

CHAT - Nova Montagem


Foto: O povo na minha casa ensaiando!
Gente,


Estou dirigindo novamente. Ai, que saudade danada. Achei um texto lindo e estou montando. Chama-se CHAT, do dramaturgo venezuelano Gustavo Ott. Elenco: Patrícia Fernandes, Ana Dulce Pacheco, Arthur Canavarro, Danilo Tácito, Kiko Gouveia. Dramaturgismo: Wellington Jr. Direção de Arte: Java Araújo. Produção: Renascer Produções Culturais.


Aos poucos, vou falando do processo.

Estamos lendo o texto, investigando as personagens, as temáticas, as estruturas. Temos dicutido muito a questão do choque de civilizações, do orientalismo, dos fluxos migratórios, do Islã, da alteridade.

Também está na ordem do dia discutir as identidades e subjetividades contemporâneas e aquelas constituídas no Ciberespaço.


Tivemos uma palestra/debate com o Mestre em Comunicação Eduardo Dias sobre Cibercultura. Foi massa! Nossa próxima pauta são as Sexualidades. Depois, vamos discutir os Simulacros. Depois, o Pós-Moderno. Depois, o Ator-Narrador.


Enfim, temos panos pras mangas.


Fiquem atentos.

bjs

 

Sobre o Armazém14


* Foto: De Uma Noite de Festa no espaço original, lona montada no Sesc Piedade.
Gente, sábado passado eu decidi me abalar da minha casa para assistir à primeira parte do espetáculo "De uma noite de festa" no Teatro Armazém 14. Porque, oficialmente, eu sou dramaturgista do espetáculo. Digo oficialmente pq minha participação na montagem foi demasiado tímida, em função da minha falta de tempo na virada de 2008/2009 (mestrado). Eu adoro desempenhar esta função e foi muito gostoso fazer esse trabalho com a turma anterior de "Psicoses" (Sarah Kane, Wellington Jr, Sesc-Piedade, 2007). Infelizmente, fui um total estrangeiro para esta turma, que se me viu umas 5x na sala de ensaio, foi muito.

Bom, acho que o espetáculo melhorou muuuuuuuuuuito. O problema continua sendo o Teatro Armazém. Ninguém ouvia absolutamente nada. Daí, resolvi cometer o "erro" que prometi a mim mesmo nunca mais cometer, me pronunciar num debate. Foi importante pq eu pude esclarecer um pouco da minha participação na montagem e tal. Mas daí, eu inventei de dizer que deveriam "demolir" o Armazém porque o teatro é uma arapuca. Pronto, foi o suficiente para fazerem uma interpretação totalmente equivocada do que eu havia dito.

Porque eu acho que devem "demolir" (simbolicamente, tsá, povo!) o Armazém?

1. Ngm escuta nada do que os atores falam. Isso acontece em todos os espetáculos que se apresentam ali. O lugar não tem tratamento acústico e padece com as interferências sonoras externas.

2. CHOVE LÁ DENTRO!

3. A ARQUIBANCADA É PAVOROSA!

4. FAZ CALORRRRRRRR!

5. É ESCURO. Espaço difícil para iluminar.

6. OS CAMARINS parecem currais.

7. Já CAIU um ESCORPIÃO do telhado em cima de mim durante uma peça.

Pronto, elenquei todas as minhas razões para "demolirem" o Armazém.

Isso não significa, como equivocadamente interpretaram, que:

1. Eu desconsidere o trabalho e empenho de Paula de Renor em manter o espaço;

2. A luta da classe pela existêncida de espaços alternativos;

3. A dor que é perder um espaço;

4. O descaso do poder público.

Mas antes de me mascarar num discurso demagógico e fantasioso, estou falando da longa história de desrespeito da classe com o público. É uma vergonha apresentar algo ali. Eu teria vergonha de cobrar um ingresso para alguém assistir algo ali. Desde que foi inaugurado, e eu lembro bem disso, o Armazém luta para se manter e passar por uma reforma. E enquanto isso? O público que se dane?

Eu juro que fico muuuuuuuito preocupado com essa miopia da classe. Que insiste em fazer discursos fantasiosos e pseudo-políticos do tipo: "Esse teatro não pode morrer, é fruto do trabalho de Paula de Renor, sou contra a demolição, ele precisa de uma reforma, é um espaço importante para a classe, etc, etc". Ok, amo muito tudo isso. Mas e se essa reforma nunca sair? Nosso público continuará sendo submetido àquilo? Nossos artistas continuarão vendo a qualidade de suas produções ir pelo buraco?

Eu, honestamente, não vejo mais nada no Armazém.

Paula de Renor, eu admiro demais você, acho seu trabalho incrível, você uma pessoa determinante para o teatro da cidade, mas tenho o direito de me posicionar como platéia. E minha posição é essa.

bjs

 

Voltei

Gente, depois de um tempão, eu decidi retomar o blog. Vou explicar algumas motivações:

1. O Portal TeatroPE, ao qual dediquei um ano de minha vida, não teve o projeto renovado pelo Funcultura no ano passado (2008). O que dificultou a manutenção dele. Na verdade, impossibilitou-a. Eu passei um tempão para escrever um editorial explicando isso lá mesmo, porque as pessoas sempre perguntavam se o site havia morrido, mas tive preguiça. Porque se eu fosse escrever ia sair tanto do desaforo, que ia acabar sendo interpretado como mágoa de quem não foi "contemplado" pelo Funcultura. Aí, eu preferi concluir meu mestrado e esquecer o site, porque eu ganhava mais. De toda forma, ainda vamos lutar por ele. Não sei se terei forças, confesso minha total preguiça, especialmente agora que vou começar a me preparar para o doutorado (preguiça das leis, pq eu amava fazer o site). Mas acho que é um espaço que não pode morrer. Mesmo que eu passe o bastão, digamos assim, para outra pessoa. Antes de ir embora do Recife para estudar, quero devolver o TeatroPE ao ar.

2. Esse espaço será para um conteúdo mais rápido. Coisinhas. E um pouquinho mais pessoal também. Ele me permite escrever as coisas com mais velocidade.

3. Eu odeio Twiter. Talvez venha a amar algum dia.

bjs

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